domingo, 3 de julho de 2016

Exemplo de Superação: ex-cortador de cana se forma em medicina

Ex-cortador de cana com a prima na formatura dele em medicina pela UPE (Foto: Arquivo pessoal/Flaviana Maria)
Um dos sete filhos do pedreiro José Lopes, de 63 anos, e da dona de casa Edileusa Maria, de 59, o agora médico Jonas Lopes trabalhou como cortador de cana até os 15 anos. Nascido em Palmares, Mata Sul de Pernambuco, Jonas morou até 2006 em Joaquim Nabuco. Hoje com 30 anos, o futuro cardiologista garante ao G1: "o que me move é o conhecimento e ajudar as pessoas".
Ele é o primeiro da família a ter curso superior, mas acredita que no futuro os irmãos irão seguir o mesmo caminho. "Agora eu só quero ajudar meus pais, dar orgulho a eles e aos meus irmãos e continuar exercendo meu amor pela medicina, distribuir esse amor para os meus pacientes. Também quero estudar, estudar e nunca parar", afirmou.
Eu só quero ajudar meus pais, dar orgulho a eles e aos meus irmãos e continuar exercendo meu amor pela medicina"
Jonas Lopes, 30 anos, médico
Jonas se tornou médico de fato e direito na quarta-feira (29) - dia da colação de grau. Ele disse que não conseguiu segurar a emoção no momento em que foi homenageado pelos colegas.

"Tivemos uma colação antecipada no dia 17 de junho, que foi para pegar o registro do Cremepe [Conselho Regional de Medicina de Pernambuco]. Na solenidade oficial, na hora do discurso da oradora, ela disse: 'Jonas, levante'. Em seguida, falou um breve histórico da minha vida, me parabenizou e todos os meus colegas me aplaudiram. Não aguentei e chorei demais", revelou.

O médico, que desde de criança ajudava a mãe a cortar cana, trabalhou na zona rural de Joaquim Nabuco dos 12 aos 15 anos. Foi também durante a infância que veio o sonho de cursar medicina. Desde pequeno Jonas gostava de ciências. Devido às dificuldades pelas quais a família passava, pensou em ser professor, porque - para ele - seria mais fácil. "Mas eu ficava admirando o trabalho de médico. Sempre tive a medicina no coração", falou.
Jonas Lopes é ex-cortador de cana se formou em medicina pela UPE na quarta-feira (29) (Foto: Arquivo pessoal/Maria Eduarda Lopes)Jonas Lopes se formou em medicina pela UPE
(Foto: Arquivo pessoal/Fábio Floriano)
Entre os anos de 1998 e 1999, o médico parou de estudar. Ao G1, ele disse que esta "parada" nos estudos foi um momento de rebeldia. "Eu recomecei em 2000. Na verdade, eu caí na real. Ver minha mãe trabalhando no engenho, sofrendo… Ela tinha que comprar os meus cadernos e dos meus irmãos ou comida para dentro de casa. Quando eu vi esse sofrimento dela, decidi que jamais iria parar de estudar. O céu não é nem o meu limite. Eu amo estudar", explicou Jonas.

O recém-formado também trabalhou dando aulas de de reforço, em casas de jogos e carregando frete na feira. No ano de 2006 ele fez o vestibular de medicina e passou só na primeira fase.
Em 2007, Jonas começou a se preparar para o vestibular da Universidade de Pernambuco (UPE), que oferecia vagas exclusivas para estudantes de escolas públicas. "Eu conheci o sistema de cotas da instituição e vi que tinha como entrar por ele, já que eu sempre estudei por escola pública. Esse sistema de cotas foi minha esperança", lembrou o médico.
Aprovação na UPE
Jonas tentou entrar na universidade por três anos. Em 2006 ele estudou sozinho e não conseguiu a aprovação. No mesmo ano ele juntou o dinheiro do trabalho para ir morar no Recife com a irmã. De 2007 até 2009 - ano no qual foi aprovado - ele cursou pré-vestibular e estudava de dez a 12 horas por dia.
O médico recém-formado conseguiu assistência moradia e alimentação como bolsa da UPE e morou durante seis anos na Casa do Estudante de Pernambuco. "Fui monitor de inglês na casa, ganhei bolsa de iniciação científica e extensão universitária", disse.
Em 2014 Jonas começou a estagiar em uma unidade de saúde de Joaquim Nabuco. Com o estágio ele ajudava na renda dos pais. "Eu ficava atendendo e passava os casos para o médico plantonista, que é como é regulamentado pelo código de ética médica", lembrou.
Fonte: g1
Edição: SIMBIOSE

Venda de lâmpadas incandescentes está proibida no país.

Desde o dia (30), está proibida a venda de lâmpadas incandescentes no Brasil. O Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) começa a fiscalizar amanhã (1º), por meio dos institutos de Pesos e Medidas (Ipem) estaduais, estabelecimentos comerciais que ainda tenham à disposição lâmpadas incandescentes com potência de 41watts (W) até 60 W. Quem não atender à legislação poderá ser multado entre R$ 100 e R$ 1,5 milhão.A restrição foi estabelecida pela Portaria Interministerial 1.007/2010, com o objetivo de minimizar o desperdício no consumo de energia elétrica. Uma lâmpada fluorescente compacta economiza 75% em comparação a uma lâmpada incandescente de luminosidade equivalente. Se a opção for por uma lâmpada de LED, essa economia sobe para 85%.
A troca das lâmpadas incandescentes no Brasil começou em 2012, com a proibição da venda de lâmpadas com mais de 150W. Em 2013, houve a eliminação das lâmpadas de potência entre 60W e 100W. Em 2014, foi a vez das lâmpadas de 40W a 60W. Este ano, começou a ser proibida também a produção e importação de lâmpadas incandescentes de 25 W a 40 W, cuja fiscalização ocorrerá em 2017.
Fiscalização
Segundo o responsável pelo Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE) do Inmetro, engenheiro Marcos Borges, a fiscalização tem caráter educativo, porque os comerciantes foram orientados sobre a proibição desde o ano passado. “Por isso, entendemos que o impacto não é brusco para os comerciantes, porque eles já vêm sendo instruídos nesse sentido desde a assinatura da portaria, em 2010.”
Borges informou que, desde o apagão de 2001, o Inmetro desenvolve um programa de educação do consumidor brasileiro, no qual mostra que as lâmpadas incandescentes duram menos e consomem muito mais energia do que, por exemplo, a lâmpada fluorescente compacta. “Ficou claro para o consumidor que a lâmpada fluorescente compacta era muito mais econômica que a incandescente.”
Economia
Ele citou, como exemplo, o caso de uma casa com dois quartos que usaria em todos os cômodos lâmpadas incandescentes de 60 W. “Elas gerariam valor em um mês de R$ 20 a R$ 25 para iluminar a casa. Ao trocar por uma lâmpada equivalente fluorescente compacta, essa conta cairia para R$ 4 ou R$ 5 em apenas um mês. O consumidor entendeu isso e, ao longo do tempo, já vai deixando de usar esse material.”
Números do Inmetro mostram que, em 2010, 70% dos lares brasileiros eram iluminados pelas incandescentes. Agora, somente 30% das residências usam esse tipo de lâmpada, que não podem mais ser comercializadas no Brasil, seguindo recomendação da Agência Internacional de Energia (AIE).

Fonte: AgenciaBrasil
Edição: Elovirtual

domingo, 5 de junho de 2016

Aulas Mod. 2 Cap 2 de Biologia do 2º e 3º ano.

Clique nos links abaixo para baixar as aulas.









Agências da ONU no Brasil celebram Dia Mundial do Meio Ambiente

“Solte a fera pela vida”. Este é o tema do Dia Mundial do Meio Ambiente de 2016, celebrado globalmente no dia 05 de junho sob a coordenação do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA). O tema traz à tona o tráfico de animais silvestres e a necessidade de combater esse comércio ilegal que destrói a biodiversidade, ameaça os ecossistemas, gera custos para a economia e coloca em risco a vida de seres humanos.
O PNUMA, com o apoio da ONU Verde – grupo de trabalho interagencial das Nações Unidas no Brasil –, prepararam uma programação em Brasília com ações entre os dias 5 a 8 de junho de 2016, a fim de promover a conscientização sobre o tráfico de animais silvestres. Saiba mais ao final do comunicado.
Crimes ambientais como o comércio ilegal de animais silvestres, a destruição ilegal de florestas por empresas, a exploração e comércio ilegal de ouro e outros minerais, a pesca ilegal, o tráfico de resíduos perigosos e a fraude de créditos de carbono, estão crescendo duas a três vezes mais rapidamente que o PIB global.
O crime ambiental supera o comércio ilegal de armas de pequeno porte, que é avaliado em cerca de 3 bilhões de dólares. É, ainda, o quarto maior empreendimento criminoso depois de tráfico de drogas, da falsificação e do tráfico de seres humanos. A quantidade de dinheiro perdido nesse crime ambiental é 10 mil vezes maior do que a quantidade de dinheiro gasto para combatê-lo – equivalente a apenas 20-30 milhões de dólares.
A ascensão do crime ambiental em todo o mundo é profundamente preocupante. As vastas somas de dinheiro gerado por esses crimes alimentam terroristas e grupos criminosos altamente sofisticados. Na América do Sul, por exemplo, os cartéis de drogas têm grande envolvimento com o comércio ilegal de fauna silvestre, muitas vezes se utilizam de animais vivos ou de suas peles para transportarem seus produtos.
O Brasil é o país com a maior diversidade de espécies no mundo, possuindo mais de 103.870 espécies animais conhecidas no país. A perda e fragmentação de habitats naturais e captura, comércio e guarda ilegal de animais silvestres são algumas das maiores ameaças para a fauna nativa.
Um número elevado de espécimes vem sendo extraído da natureza sem levar em consideração a capacidade de reposição natural das espécies. A ONG Renctas estima que, no Brasil, cerca de 38 milhões de exemplares sejam retirados anualmente da natureza e que aproximadamente 4 milhões deles sejam vendidos, pois para cada produto animal comercializado são mortos pelo menos três; e para o comércio de animais vivos, a cada dez traficados apenas um sobrevive.
Os lucros do comércio ilegal de animais silvestres ameaçam a paz e a segurança e prejudicam, também, a subsistência de comunidades locais.
De acordo com o relatório “O aumento do crime ambiental” (The Rise of Environmental Crime), lançado neste sábado (4) pelo PNUMA em parceria com a Interpol, o custo do crime ambiental chega, atualmente, a 258 bilhões de dólares – significando um aumento de 26% em comparação a 2014. Esse dado revela que a ocorrência de crimes ambientais bateu seu próprio recorde, tendo superado o comércio ilegal de armas de pequeno porte.
O estudo mostra que as enfraquecidas leis e o escasso financiamento de forças de segurança estão permitindo que redes internacionais criminosas e rebeldes armados lucrem com esse comércio que alimenta conflitos, devasta ecossistemas e coloca espécies sob ameaça de extinção.
Por isso, fortes ações, legislações e sanções, em nível nacional e internacional, bem como incentivos econômicos e meios de subsistência alternativos para aqueles que se sustentam dessa cadeia de crime ambiental, são necessárias para combater o tráfico.
A interrupção desse comércio é crucial para se alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas (ODS), uma vez que ameaça a biodiversidade, os meios de vida das pessoas e perturba a paz mundial.
O tema do Dia Mundial do Meio Ambiente aborda, em particular, o Objetivo 15, que trata da vida terrestre e inclui metas de combate à oferta e à demanda de produtos ilegais provenientes de animais selvagens, e solicita a proteção da fauna e da flora silvestre, bem como dos ecossistemas dependentes.

Solte a fera pela vida

Com o objetivo de apoiar no combate ao comércio ilegal de animais silvestres, o Sistema ONU e seus parceiros lançaram a campanha “Solte a fera pela vida”, que vem recebendo apoio de celebridades brasileiras como Gisele Bündchen, Yaya Touré, Neymar Jr. e Lenine. A campanha está mobilizando milhões de pessoas pelo mundo a tomar medidas contra a captura ilegal e o tráfico de espécies e animais selvagens e acabar com a demanda que impulsiona o comércio ilegal de animais silvestres.
A Embaixadora da Boa Vontade do PNUMA, Gisele Bündchen, está usando a sua voz para defender as tartarugas. “Agora é o momento de acabar com todo o comércio ilegal de animais selvagens. Entristece-me que, no século 21, com todo o nosso conhecimento e poder, ainda escutamos histórias de espécies selvagens que enfrentam a possibilidade de extinção pela ação do homem”, declarou.
O cantor Lenine, que há tempos vem incorporando a ecologia e a sustentabilidade em seu trabalho, falou sobre a crueldade que é o crime contra os animais silvestres. “Além de ser criminoso, de provocar um impacto negativo nos ecossistemas e de colocar as espécies sob ameaça de extinção, o comércio ilegal é extremamente cruel com os animais. Eles são maltratados, transportados em caixas superlotadas, sem água e alimento, alguns são até usados para transportar drogas. A maior parte desses animais capturados acabam morrendo devido a essas práticas.”
Sob a hashtag #WildforLife, a campanha visa a mobilizar milhões de pessoas a assumir compromissos e tomar medidas para acabar com o comércio ilegal de animais silvestres. A iniciativa é executada pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) e pela Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Fauna e Flora Silvestres (CITES).

Ações da ONU na Semana do Meio Ambiente

O Dia Mundial do Meio Ambiente (DMMA) é o principal veículo das Nações Unidas dedicado a estimular ação e conscientização global em prol do meio ambiente. A data tem crescido e se tornado uma importante plataforma pública, celebrada amplamente em mais de 100 países. Também serve como o “dia das pessoas” para tomar uma atitude pelo meio ambiente, estimulando ações individuais ou coletivas que causem um impacto positivo no planeta.
Para celebrar a Semana do Dia Mundial do Meio Ambiente, o PNUMA, com o apoio da ONU Verde – grupo de trabalho interagencial das Nações Unidas no Brasi –, prepararam uma programação em Brasília com ações entre os dias 5 a 8 de junho de 2016, a fim de promover a conscientização sobre o tráfico de animais silvestres.
A programação terá início neste domingo, 5 de junho, com a promoção da visita de funcionários da ONU ao Projeto Bicho Livre de soltura e reintrodução de animais silvestres, promovido pelo IBAMA na reserva ecológica Chapada Imperial. No dia 6, a ONU realizará a cerimônia oficial de celebração do Dia Mundial do Meio Ambiente, com a presença do Escritório do Coordenador Residente, de representantes dos diferentes órgãos do sistema, bem como oficiais do governo e de organizações não governamentais.
Como defensor da campanha “Solte a fera pela vida”, o cantor e ecologista Lenine estará presente na cerimônia.
O evento será seguido da abertura da Mostra de Cinema Ambiental que será aberta ao público no Cine Brasília e se estenderá com uma programação variada até o dia 7 de junho.
Quem não está em Brasília pode organizar suas próprias atividades para celebrar o Dia Mundial do Meio Ambiente 2016, desde mostra de artesanatos – que não incluam o uso de penas, peles e outros materiais provenientes da captura ilegal da fauna silvestre –, festivais de cinema, competições esportivas, realização de eventos públicos e artísticos, flashmobs, até promoções nas redes sociais. A hashtag é #DMMA2016 e a intenção é que, cada ano, o Dia Mundial do Meio Ambiente seja o maior e mais celebrado da história.
Fonte: nacoesunidas.or
Edição: SIMBIOSE

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Beber cerveja protege o cérebro contra o Alzheimer



A queridinha dos happy hours ataca novamente. A ciência já sabe que a cerveja diminui o risco de infarto, de pedra nos rins e aumenta o colesterol bom. Agora, pesquisadores na Finlândia descobriram que beber cerveja pode diminuir o acúmulo de proteínas que causam os sintomas do Alzheimer e proteger o cérebro.
O estudo analisou o cérebro de 125 homens que morreram em Helsinki, de 35 a 70 anos. Os homens mais velhos tinham uma quantidade maior de placas das proteínas beta-amilóides - o que é normal, considerando que o Alzheimer se manifesta geralmente a partir dos 65 anos. Essas placas envolvem os neurônios, impedindo a comunicação entre eles. No Alzheimer, esses neurônios presos se atrofiam e o paciente passa a apresentar distúrbios de memória, de comportamento e de personalidade.
Mas a pesquisa revelou uma relação surpreendente: os homens que tinham o hábito de beber cerveja tinham uma concentração de placas beta-amilóides menor do que aqueles que não bebiam. E o benefício é exclusivo da cevada: aqueles que bebiam vinho ou destilados não apresentaram redução do acúmulo da proteína.
Os cientistas ainda não entendem de que forma a cerveja se relaciona a um menor acúmulo de placas beta-amilóides. Mas sabem que todas as explicações para os sintomas do Alzheimer tem relação com o acúmulo dessas estruturas.
Os resultados também não são desculpa para sair enchendo a cara. Os cientistas não encontraram relação entre a quantidade de bebida e o tamanho das placas, então mais latinhas não significam uma proteção maior.
Se você quiser montar um combo anti-Alzheimer na sua dieta, uma xícara de café também pode ser uma boa pedida. Se a cerveja dá sinais de que não deixa as placas se acumularem, o café faz uma faxina: em testes com ratos, a substância reduziu em até 50% a quantidade de beta-amilóides já acumuladas no cérebro dos animais.

Fonte: Superinteressante
Edição: SIMBIOSE

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Escolas seriam melhores se os alunos não usassem sapatos



Crianças descalças
Todo mundo que frequentou a escola tem alguma lembrança de um professor desesperado tentando acalmar a turma. Para conseguir esse feito, provavelmente algum aluno foi expulso da sala ou houve ameaças de tarefas extras - muitas vezes sem sucesso.
Hoje, a estratégia poderia ser outra: tirar os sapatos. Um estudo daUniversidade de Bournemouth, no Reino Unido, comprovou que crianças que vão à escola sem sapatos se comportam melhor e tiram notas mais altas. Os pesquisadores observaram durante 10 anos milhares de crianças em mais de 100 escolas de 25 países que deixavam seus sapatos do lado de fora da sala de aula e perceberam que eles eram alunos mais pontuais e engajados.
A pesquisa parte da política de escolas inglesas em que crianças estudam descalças - o modelo foi copiado de países escandinavos, que já tinham percebido que a prática melhorava o desempenho e o comportamento dos estudantes. A primeira razão para os alunos tirarem os sapatos era bem mais simples: por muitos anos, as crianças do norte da Europa chegavam até a sala de aula com os pés sujos de neve ou lama.
Agora, os acadêmicos britânicos defendem o hábito escandinavo de tirar os sapatos para dar às crianças melhores resultados na escola. Os pesquisadores acreditam que dessa forma as crianças se sentem em casa, ficam mais relaxadas e aprendem com mais facilidade.
Crianças descalças leem mais
Qual é o seu lugar preferido para ler: na cama ou em uma poltrona macia? Se nem você que é adulto gostaria de ler um livro sentado em uma cadeira escolar, imagine se uma criança que ainda está desenvolvendo seus hábitos de leitura escolheria essa opção pouco confortável.
"O último lugar que uma criança sentaria para ler é uma cadeira. Nós percebemos que 95% delas não leem sentadas. Quando estão fora da escola, preferem ler deitadas. Dar condições para que as crianças se sintam em casa na sala de aula significa que mais alunos vão ler na escola", afirma o professor Stephen Heppel, responsável pela pesquisa da Universidade de Bournemouth.
Em escolas onde os alunos podem ficar descalços, as crianças chegam mais cedo e saem antes - isso representa uma média de meia hora a mais de leitura extra diariamente. Mas as vantagens de tirar os sapatos não se restringem ao desempenho escolar: a conta da limpeza diminui 27% e as compras de móveis também, já que não há necessidade de ter uma cadeira e uma mesa para cada aluno, sendo que eles podem sentar no chão.
Para que a estratégia de tirar os sapatos dê certo, nada de dois pesos e duas medidas. Heppel sugere que todos na escola fiquem descalços, inclusive os professores. "As crianças precisam ter certeza de que suas meias não serão ridicularizadas pelos colegas", explica. No entanto, o estudo não menciona possíveis incômodos que podem atrapalhar o aproveitamento das aulas sem calçado. O chulé, por exemplo.

Fonte: Superinteressante
Edição: SIMBIOSE